Grutas e Cavernas

Publicado em 19 de abril de 2017

O Parque Estadual de Intervales está localizado na Serra de Paranapiacaba, que faz farte do Complexo Cristalino que ocorre ao longo da costa brasileira desde a Bahia até o Rio Grande do Sul, cujo embasamento é formado por rochas ígneas, principalmente o granito, e metamórficas, predominando o gnaisse, além de migmatitos, xistos, filitos, quartzitos, mármores, e calcário, com rochas de 450 milhões de anos a 3 bilhões de anos. As escarpas presentes na Serra de Paranapiacaba são formadas por granitos e as cristas são sustentadas por quartzitos e calcários.

É na região do Vale do Ribeira que está localizada a Província Espeleológica mais conhecida no Brasil cujo Parque Intervales está inserido na porção mais alta deste vale. As rochas que formam as cavernas pertencem ao Grupo Açungui (Complexo Pilar), e possuem cerca de 1,0 a 1,5 bilhão de anos.

As cavernas existentes no Parque de Intervales se desenvolvem a partir da dissolução do calcário, que é formado principalmente pelos minerais calcita e aragonita. Quando a composição da rocha possui mais magnésio, por causa do mineral dolomita, o nome da rocha passa a ser calcário dolomítico.

As condições para a formação de um sistema de cavernas (sistema cárstico) são que a rocha seja solúvel e possua fraturas que o relevo seja acidentado e, que haja grande disponibilidade de água. Possuindo esses requisitos, além da formação de cavernas, várias formas e ornamentações podem ser geradas, como os espeleotemas, que são precipitações de minerais a partir da solução água + CaCO3 (rocha dissolvida).

Gruta Colorida – percurso de 4km a partir da sede. Pode ser feito a pé ou com veículo. A gruta apresenta formações em calcário com pigmentação em tons de rosa e terra, por conta da argila e do óxido de ferro, característica que inspira o nome da gruta. Com uma extensão de 600m, possui um pequeno rio que passa em seu interior, onde a água chega na altura do joelho. Possui estalagmites, estalactites e cortinas, além de morcegos e opilhões (espécie de aranha das cavernas). Em alguns trechos a travessia tem que ser feita agachada. Grau de dificuldade: médio. Molhada.

Gruta do Cipó – percurso de 3km a partir da sede, com uma extensão de 60m possui dois pontos onde é preciso se abaixar – o primeiro logo na entrada. A gruta tem um ambiente seco e há estalagmites, estalactites e morcegos. Grau de dificuldade: fácil. Seca.

Gruta do Tatu – próxima a gruta Colorida, 3,5km entre ida e volta, mais o percurso dentro da gruta de 25 m. Possui poucas formações, podem ser vistos morcegos e opilhões. O trajeto é feito com água até o joelho. Grau de dificuldade: fácil. Seca.

Gruta dos Meninos – Percurso 1,5km. Está a 400m da sede. Sua extensão é de 30m. Há morcegos e opilhões. Grau de dificuldade: fácil. Seca.

Gruta dos Paivas – Percurso de 15km. Está no entorno do parque, em uma área particular de propriedade do empresário Antônio Ermírio de Moraes. Tem extensão de 4 km e os visitantes são obrigados a se molharem até o joelho na caminhada. Há estalactites e estalagmites em diversas formas, várias galerias com bacias de travertino. O percurso até a trilha é de 30 minutos de carro, mais 6 minutos de caminhada até sua entrada. Grau de dificuldade: médio. Molhada.

Gruta do Fendão – percurso total entre ida e volta de 12km. Há uma imensa fenda na rocha, no interior da caverna, com uma queda d’água. Sua extensão é de 1120m e há estalactites e cortinas. Para a visitação da gruta o grupo deve ter o número máximo de 10 pessoas. Raramente são vistos morcegos em seu interior. Grau de dificuldade: difícil. Molhada.

Gruta do Fogo – o trajeto de 2km até a entrada da gruta pode ser feito de carro. Com uma extensão de 130m, possui um pequeno rio que é atravessado na maior parte do trajeto. Além de morcegos, a gruta apresenta uma formação conhecida como “chão estrela” (calcitas brilhantes que ficam petrificadas na rocha). Grau de dificuldade: fácil. Seca.

Gruta Santa – sua extensão é de 30m, possui estalactites e bacias de travertino no piso. Seu ambiente seco proporciona a presença de morcegos e opilhões. Na entrada da gruta encontra-se uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes. Grau de dificuldade: fácil. Seca.

Gruta Jane Mansfield – Percurso 10km. A entrada da gruta é difícil, pois é preciso agachar- e para atravessar um pequeno buraco por dentro do rio. Sua extensão de 500 m é decorada com formações do tipo colunas. Não possui morcegos. Grau de dificuldade: médio.

Gruta da Mão (Mãozinha) – Percurso de 6km a partir da sede, pode ser feito de carro. Com uma pequena extensão de 60m, sua saída fica ao lado da gruta do Fendão. Há morcegos e conchas. Seu interior é úmido e com muita lama. Na trilha próxima à gruta há uma imensa figueira de 500 anos, cuja raiz chega a 100m de comprimento. Grau de dificuldade: fácil. Seca.

Gruta do Minotauro – está a 7km a partir da sede, sendo que 4 km podem ser feitos de carro. A gruta possui uma extensão de 560m, cortada por um pequeno rio. Há formações de estalagmites, estalactites e cortinas. Existem duas galerias onde o visitante pode chegar após uma pequena escalada com o auxílio de uma corda existente no local, e arrastar-se por alguns metros. A gruta possui saída. Grau de dificuldade: difícil. Molhada.

Gruta do Zé Maneco – após o percurso de 10 km de carro ainda é preciso caminhar mais 7km por uma estrada de mata fechada, onde podem ser vistos diversos animais como o macacoprego, o mono-carvoeiro e o bugio, além de pegadas de onças-parda e pintada. Com 200m de extensão possui ambiente seco. Há morcegos. Grau de dificuldade: difícil. Seca

VOLTAR